Mel Gibson se disse estar cético, na primeira vez que foi abordado para atuar em Luta pela fé – A História do Padre Stu. Um filme de Mark Wahlberg sobre um boxeador que virou padre.


Em entrevista ao The Christian Post, o vencedor do Oscars (Coração Valente, 1995) admitiu: “Não parecia que ia funcionar”. Mas depois de ler o roteiro, Gibson disse que ficou viciado.

“Eu li o roteiro e isso me fez rir, e então foi emocionalmente muito eficaz”, disse ele. “Este cheirava bem, e parecia bom, era ótimo e engraçado. Era um filme que não estava pregando para o coral e não estava com sarcasmo, e tinha muito realidade nele.”

Luta pela fé – A História do Padre Stu, que estreou nos EUA pouco antes do domingo de Páscoa, é baseado na história real do boxeador amador Stuart Long (Mark Wahlberg), que se muda para Los Angeles sonhando com o estrelato. Lá, ele conhece uma professora da Escola Dominical Católica, Carmen (Teresa Ruiz), e começa a frequentar a igreja em um esforço para conquistá-la. Depois de sobreviver a um terrível acidente de moto, no entanto, Stu começa a repensar sua vida.

Determinado a ajudar os outros, ele decide se tornar um padre católico, ignorando as ressalvas dos lideres da igreja e de seus pais agnósticos (Gibson e Jacki Weaver). Apesar de um diagnóstico de saúde devastador e outros desafios, Stu procura seguir o chamado de Deus em sua vida, inspirando inúmeros outros ao longo do caminho.
Mel Gibson estrela como Bill Long, o pai de Stu muito distante. Um motorista de caminhão, Bill está lutando contra seus próprios demônios, forçado a se mudar para Los Angeles depois que o irmão mais novo de Stu morreu. Ele e Stu inicialmente têm um relacionamento antagônico; definido por ressentimento, raiva e amargura. Mas seu arco de história, disse Gibson, demonstra que a redenção é possível até mesmo para as pessoas mais imperfeitas.

“Eu estava meio que sendo o advogado do diabo aqui no filme, porque eu sou o cara agnóstico que está fazendo o inferno na vida de Stu. A beleza disso é que ele [Bill] acabou sendo conquistado pela pureza de seu filho, e o como isso corta todas as bobagens de julgamento e vai direto ao coração, direto à alma”, disse Mel Gibson.

Padre Stu é um projeto de paixão para Mark Wahlberg, que investiu o próprio dinheiro no financiamento do filme. A parceira de longa data de Gibson, a roteirista e diretora Rosalind Ross, escreveu o roteiro de Padre Stu, e o filme marcará sua estreia na direção.

Gibson não é estranho a filmes que desafiam e elevam o público. Em 2004, ele produziu, co-escreveu e dirigiu “A Paixão de Cristo”, estrelado por Jim Caviezel. O filme, que foi indicado a três Oscars, teve uma bilheteria mundial de US$ 610 milhões de dólares, tornando-se o filme com classificação religiosa de maior bilheteria e o filme independente de maior bilheteria da história.

Caviezel revelou anteriormente que uma sequência está em andamento e disse que recebeu um terceiro rascunho do roteiro de Mel Gibson.

Como “A Paixão de Cristo”, “Padre Stu” é classificado como filme religioso. Entretanto, não é um filme baseado na fé – algo que Gibson enfatizou repetidamente, com linguagem e algumas piadas grosseiras espalhadas por todo o filme. Mas, está repleto de imagens religiosas e temas bíblicos.

Embora ele, ao contrário de seu personagem, seja um homem de fé, Gibson disse que está ciente de suas próprias falhas e necessidade de graça. O diretor de “A Paixão de Cristo” refletiu sobre como “Padre Stu” não pinta um quadro cor-de-rosa da vida cristã; em vez disso, destaca a soberania e a graça de Deus em meio ao sofrimento.

“Eu fui ensinado desde jovem que somos falhos, e você vai cometer erros”, refletiu. “Estamos quebrados e precisamos de ajuda. Normalmente, a melhor maneira de obter ajuda é pedir. E bem, a quem pedimos? Estamos pedindo algo melhor do que nós. E no minuto em que você reconhece que há algo melhor do que você, você pode obter algo que se assemelhe à humildade, que é realmente a chave para a coisa toda.”

Com décadas de vida em seu currículo, Mel Gibson é o primeiro a reconhecer que nem sempre acertou – mas encorajou a próxima geração a manter suas convicções, mesmo que seja difícil em uma sociedade cada vez mais polarizada. O Padre Stu, que morreu em 2014, exemplificou essa verdade de maneira tremenda.

“Às vezes você é apresentado a escolhas ou colocado em lugares que são muito difíceis, e algumas dessas escolhas são difíceis. Você apenas tem que examinar sua própria consciência e seguir o caminho certo, eu acho…”


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