Academia de Artes e Ciências Cinematográficas realiza tributo a cineasta brasileiro.

Um dos momentos mais belos da cerimônia de premiação do Oscars é o “In memoriam”, um quadro que homenageia cineastas que deixaram sua marca no cinema mundial, mas que já não estão mais entre nós.

Nesta 91º edição, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lembrou do nosso saudoso diretor brasileiro, Nelson Pereira dos Santos, que faleceu aos 89 anos, em abril de 2018, em decorrência de um câncer de fígado.

O cineasta brasileiro deixou sua marca em filmes como Rio, 40 Graus e Vidas Secas – baseado na obra de Graciliano Ramos, – é um dos filmes brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido como obra-prima.

Nelson foi bacharel em direito pela Universidade de São Paulo, na turma de 1952. Foi um dos precursores do movimento do Cinema Novo, além de ter sido o fundador do curso de graduação em Cinema da Universidade Federal Fluminense e professor do Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF.

Outros homenageados

Os críticos também lembraram da impecável Margot Kidder (69 anos), a eterna Lois Lene em Superman (1978) ao lado de Christopher Reever. O pai do universo Marvel, Stan Lee (95 anos) também mereceu um tributo com o take de uma das suas participações nos filmes do UCM, além de outros grandes cineastas que com certeza irão deixar saudades.

Stanley Donen esnobado

O que deixou os cinéfilos de plantão bem chateados, foi o fato da Academia simplesmente ignorar a morte de Stanley Donen (94 anos), diretor de “Cantando na Chuva”, considerado o melhor musical de todos os tempos. Donen faleceu no último sábado (23), justamente um dia antes da grande cerimônia de premiação do cinema hollywoodiano. Tudo bem que foi em cima da hora, mas dava para encaixá-lo na lista né Academia!

Stanley Donen nunca foi muito fã de discursos e nem era chegado a homenagens. Entretanto, recebeu uma em San Sebastián em 1996 com um cartaz especial do qual gostou muito, levou uma Concha de Ouro por “Um Caminho para Dois”. No Oscar de 1997 recebeu a estatueta de honra das mãos de Martin Scorsese, e lá mesmo cantou Cheek to Cheek, de Irving Berlin, canção que no cinema foi cantada pela primeira vez por seu admirado Fred Astaire.

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